Crescimento do mercado imobiliário

Crescimento do mercado imobiliário

De acordo com dados do Sindicato da Habitação (Secovi), não é nenhuma novidade que o mercado imobiliário está em uma fase de crescimento exponencial, impulsionado principalmente pelo mercado de baixo padrão MCMV, o que pegou a todos de surpresa, foi a alta de lançamentos no mercado de alto padrão, com crescimento estimado em 20% ao ano. A demanda por imóveis de alto padrão ganhou força nos últimos meses, impulsionada pela taxa basica de juros (Selic) estar em seu menor patamar de toda a história, o que tem pressionado os principais bancos a baixarem os juros de financiamento imobiliário, visto que muitos clientes deixaram de investir na carteira de investimento dos bancos e passou a investir em imóveis na planta, que tem uma rentabilidade de aproximadamente 30% após a conclusão das obras e a emissão "habite-se".

Acompanhando este movimento, construtoras e incorporadores lançaram diversos projetos nos principais bairros de médio para alto padrão de São Paulo, e tiveram um retorno incrível para a dita "crise" que vinhamos enfrentando. Muitos projetos venderam por si só e em menos de um mês, mais de 40% vendido, após o inicio das obras, mais de 60%. E porque isso vem acontecendo?

Muitas pessoas moram bem, tem uma vida financeira confortável, porém, em alguns casos podem querer mudar um pouco de ares, uma nova região, um novo apartamento e consequentemente um novo projeto, e aqui, juntamos os 'ingredientes' essenciais para a alta desse mercado, é como um efeito dominó. O cliente querendo comprar, as construtoras vão lançar projetos, as construtoras lançando projetos, os bancos se movimentam para os financiamentos não só dos clientes, mas também das construtoras que em alguns casos necessitam de financiamento para viabilizar as obras, e havendo demanda de financiamento, o banco ganha no volume e consegue viabilizar a baixa no juro do financiamento imobiliário.


Novas modalidade de financiamento pela Caixa:


O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, apresentou formalmente a nova modalidade de financiamento imobiliário atrelada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A expectativa é de redução de 30% a 50% no custo do crédito imobiliário.

Em evento no Palácio do Planalto, Guimarães anunciou que as taxas de juros da nova modalidade vão oscilar entre 2,95% a 4,95% ao ano mais a variação do IPCA. O prazo máximo de financiamento é de 360 meses e até 80% do valor do imóvel. O recálculo das parcelas será mensal. O comprometimento de renda máximo é de 20%. Atuais financiamentos não poderão ser trocados por essa nova modalidade.

Atualmente, os contratos dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) são atrelados à TR (Taxa Referencial), que hoje está zerada. Dentro do SFH, o tomador pode usar recursos de sua conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A taxa média de juros nessa modalidade fechou julho em 7,6% ao ano. Na Caixa, as taxas oscilam entre 8,5% a 9,75% ao ano mais TR. Essas linhas continuarão existindo.







Comparativo de taxas entre bancos:



Todo esse cenário economico, mais alguns cenários positivos na política, é o que vem causando esse mini 'boom' imobiliário, que resgatou de volta ao mercado os investidores que estavam demanda reprimida e traz um 'q' de animosidade ao mercado imobiliário e as famílias que desejam investir ou adquirir um novo imóvel.


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